quinta-feira, 15 de julho de 2021

#04. PLURALISMO RELIGIOSO BRASILEIRO

Nas últimas três décadas tem havido uma grande mudança no perfil religioso no Brasil, que, apesar de ainda ser o maior país católico do mundo, tem presenciado um enorme decréscimo em número de seguidores do catolicismo. Tendo uma grande parte deles migrado para o chamado “bai-xo espiritismo” (cultos afro-brasileiros [candomblé, umbanda, quimbanda]), e o “alto espiritismo” (kardecismo) etc. Ainda percebemos um grande número de pessoas identifcadas como “sem religião” (que são quase duas
vezes maior do que os chamados evangélicos não pentecostais na região sudeste), só perdendo em número para os católicos e os evangélicos pentecostais. “Sem religião” não são ateus, mas pessoas que, apesar de possuírem crenças definidas sobre vários aspectos de sua experiência espiritual, não fazem parte de nenhum sistema religioso definido por meio de dogmas e doutrinas.
Abaixo temos uma estatística da mudança gradativa do perfil religioso brasileiro, com base no censo do IBGE.

#03. PANORAMA DAS CRENÇAS RELIGIOSAS E COSMOVISÕES...

quarta-feira, 14 de julho de 2021

#02. COSMOVISÕES

Quando falamos de "cosmovisão", imediatamente algumas pessoas pensam no termo como algo quase incognoscível que possui desdobramentos inatingíveis, com muitas explicações de cunho filosófico. Na verdade, "cosmovisão" é algo que todos somos possuidores, pois trata da forma como nós enxergamos a realidade ao nosso redor (e sua origem), e como, consequentemente, "criamos" os valores que estabelecem a nossa forma de conduta, crença, religião etc. Mesmo que não saiba qual cosmovisão possui, você, como todo ser humano, a possui.

2.1 TIPOS DE COSMOVISÃO 

Existem pelo menos sete tipos de cosmovisão que definem a interpretação da realidade última e as formas de crenças que os seres humanos possuem.

As sete são:

1. Teísmo: Existe um ser pessoal, único e transcendente que Também é imanente em sua natureza intrínseca. Os principais proponentes do teísmo são o judaísmo, o cristianismo e o islamismo;

2. Ateísmo: Não existe nenhum ser que transcenda a matéria. O universo físico é a única realidade existente, sendo autossuficiente e autônomo. Não existe, portanto, nenhum tipo de divindade fora ou dentro do universo. Os principais proponentes do ateísmo são: Karl Marx, Nietzsche e Jean-Paul Sartre;

3. Deísmo: Existe um Deus transcendente, porém esse ser, diferentemente da visão teísta, não possui qualquer tipo de imanência. O deísmo, portanto, nega qualquer possibilidade de sobrenaturalismo e consequentemente qualquer tipo de inspiração escriturística de qualquer nível. Entre os defensores do deísmo estão nomes como Voltaire, Thomas Jefferson e Thomas Paine;

4. Agnosticismo: Não podemos compreender a realidade última de nada, apenas sua aparência. Portanto, não podemos saber, de fato, se há ou não Deus. Entre os seus principais proponentes estão: Imannuel Kant (pro ponente da ideia de um Deus incognoscível) e Thomas Huxley;

5. Panteísmo: A totalidade do universo físico é Deus. Não existe nenhum ser além da matéria, pois a totalidade da existência física em qualquer nível que é o próprio universo com sua complexidade é igual a Deus. Entre os proponentes de tal visão estão algumas formas de hinduísmo, zenbudismo e a ciência cristã;

6. Panenteísmo: A totalidade do universo e sua manifestação não física constituem o ser chamado Deus. O universo, portanto, seria o "corpo de Deus"; e sua parte não física, a sua mente. Essa cosmovisão é conhecida também por "bipolarismo", por expressar um Deus constituído de dois princípios complementares, mas não dualista. Os mais conhecidos proponentes de tal cosmovisão são Alfred North, Charles Hartshorne e Shubert Ogden;

7. Politeísmo: A crença em muitos deuses finitos, ou infinitos que influenciam o mundo. Seus defensores, em geral, negam que qualquer Deus infinito transcenda a matéria. Esses deuses geralmente estão relacionados com algum princípio da natureza ou mesmo algum elemento (água, vento, terra, fogo, metais etc.). Os grupos mais popularizadores dessa cosmovisão em nossa sociedade na atualidade são a wicca (bruxaria) e os cultos afros.

terça-feira, 13 de julho de 2021

#01. DEFINIÇÃO E NATUREZA DO FENÔMENO RELIGIOSO

A existência do fenômeno religioso em todas as culturas em que a raça humana fez parte integrante de seu desenvolvimento demonstra ser este fenômeno não apenas a tentativa de uma mente primitiva de encontrar respostas diante dos fenômenos naturais inexplicáveis para uma mente que desconhecia a ciência, mas também a necessidade natural de expressar a transcendência comum ao ser humano por meio do fenômeno religioso. Portanto, a busca humana pela experiência sobrenatural de qualquer natureza demonstra a singularidade desse fenômeno na experiência exclusivamente racional da espécie humana. Então por que não poderíamos afirmar, ao contrário do que declaram os evolucionistas naturalistas, que a religião é a maior manifestação da razão humana, visto que até mesmo eles reconhecem que só existem religião e crença na capacidade transcendente da matéria entre os seres que são racionais? Se admitíssemos que o homem surgisse a partir de fenômenos evolutivos aleatórios (o que não é verdade), por que não admitir que o fenômeno religioso é algo que faz parte inerente da racionalidade humana, portanto um fenômeno natural que demonstra a evolução da mente humana? Não seria a crença em Deus a grande prova de nossa racionalidade?

Seguindo o tema tratado, de acordo com o livro Reason & Religious Belief (Razão e Crença Religiosa): "A Religião é constituída por um conjunto de crenças, ações, e experiências, tanto pessoais e coletivas, organizada em torno do conceito de uma realidade última que inspira adoração ou total devoção. Esta realidade última pode ser compreendida como uma unidade ou pluralidade, pessoal ou impessoal, divina ou não, diferindo de religião para religião" (PETERSON; HASKER; REI CHENBACH, 2009, p. 7).

Assim, devemos compreender a religião dentro de um amplo conjunto de ações diferenciadas em um sistema que possui perspectivas também transcendentais. A religião não é apenas um sistema psicossocial, pois: "O fato de que a religião é um fenômeno psicológico e social não significa que a religião pode ser reduzida [apenas] a um fenômeno psicológico e social" (Ibid., 2009, p. 21). A crença, fator que alicerça a religião, provém de uma mente que possui necessidades e perspectivas transcendentais, e não apenas sociais e psicológicas.

A crença em um Deus (deus ou deuses de qualquer tipo de concepção). independentemente de qualquer religião organizacional, faz parte comum de toda experiência humana conhecida e comprovada por pesquisas desenvolvidas pela antropologia forense. Onde se encontra qualquer vestígio mais remoto de crença, e transcendência, aí se encontram também seres genuinamente humanos.

Portanto, o conceito de religião possui uma grande aplicação além do conceito básico de crença em uma divindade pessoal transmitido pelas chamadas religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo, islamismo).

 Para compreendermos melhor a natureza do fenômeno religioso, é necessário entendermos primeiro as chamadas cosmovisões, que formam a base de todas as Religiões e Seitas-NMR (Novos Movimentos Religiosos). ou DCNB (Denominações Cristas não Bíblicas).

A QUESTÃO DA GUARDA DO SÁBADO (IASD)

Os adventistas são conhecidos por considerarem a guarda do sábado como artigo de fé indispensável para a salvação.

1. Você não pode ser julgado se não guardar o sábado. Paulo diz que essa questão "é apenas sombra das coisas futuras e que a realidade está em Cristo" (Cl 2.14-17). Jesus trabalhou no Sábado bem como o Pai (Jo 5.17-18). Veja o que Deus diz em Os 2.11.

2. Por que eles têm o Sábado como estatuto perpétuo (Ex 31.17-18), mas não guardam as outras ordenanças tidas também como estatuto perpétuo, Gn 17:7, 13; Ex 12:14; Lv 23:31? Eram perpétuas na antiga aliança. Contudo, ela foi substituída pela Nova.

AGUARDA DO SÁBADO E A LEI

Para defenderem a guarda do sábado fazem diferença entre Lei Moral e Cerimonial. Chamam o decálogo de Lei Moral e ao restante de Lei Cerimonial. Ensinam que a Lei Cerimonial foi abolida por Cristo mas a Lei Moral permanece. Essa distinção porém não é encontrada na Bíblia. Assim, por incluírem a guarda do Sábado na Lei Moral, insistem em guardá-lo para salvação. Há, todavia, alguns pontos a serem considerados:

1. Jesus cumpriu toda Lei e na Cruz do Calvário riscou todo escrito de dívida que era contra nós nas suas ordenanças, para ser salvos pela sua graça (Mt 5.17; CI 2.14; Ef 2.8-10; Rm 7).

2. É impossível cumprirmos a Lei, pois quem tropeçar num só mandamento é culpado de todos (Tg 2.10). Se pudéssemos cumprir a Lei, por que teria sido necessário a vinda de Jesus? A Lei veio por Moisés, mas a graça por Jesus Cristo (Jo 1.17).

A LEI E AGRAÇA

"A Lei torna evidente o pecado e o Evangelho derrota o pecado na alma do homem." Analise alguns pontos:

1. Para que serviu a Lei? Paulo explica em Gl 3.24-29 que ela serviu de tutor, uma espécie de guia, até que viesse Jesus, para sermos salvos por Ele pela fé. "Jesus veio transformar a sombra da Lei na realidade por ela tipificada"

2. Ninguém é justificado pela Lei; o crente está liberto da Lei (Rm 3.20; 4-6; GI 2.16; 3.2-3; 5.1, 4, 6, 9; Hb 8.6-13).

3. Cristo é o cumprimento da Lei e dos mandamentos, para sermos justificados por Ele (Rm 10.4; Ef 2.15; I Co 3.13-14).

O ADVENTO DE JESUS

Guilherme Miller, precursor do adventismo, marcou as datas de 1847, 1850, 52, 54, 55, 66, 68, 77 para o retorno de Jesus, porém equivocou-se em todas elas. A Bíblia é bem clara:

1. Não se pode marcar a volta de Jesus (Mt 24.36). 

2. Jesus voltará num dia comum (Mt 24.37).

3. Este evento se dará repentinamente (Mt 24.43).

A VERDADE SOBRE HELLEN WHITE

Os adventistas dão aos livros de Hellen White peso de revelação, os quais contribuíram para a formação do Adventismo. Ela ensina a heresia de que o Sábado é o selo de Deus e que o oposto é o selo do anticristo. No livro "O Conflito dos Séculos" afirma que Jesus entrou no santuário celestial para completar a obra expiatória, a partir de 1844. Veja como isso é absurdo de acordo com Mc 16.19 e At 7.56! A Bíblia diz que Jesus já fez uma obra plena (Hb 6.19, 20; 8:1, 2;9.13-16; 10.10-14). Portanto, tenha cuidado!