terça-feira, 4 de abril de 2023
Como podemos ter certeza de que a Bíblia não foi alterada com o passar dos anos?
Existe uma área da ciência que também trabalha com a pesquisa da transmissão de textos antigos, chamada Crítica Textual. A sua finalidade é examinar as cópias recentes na ausência do original (autógrafo) e analisar até que ponto a cópia é fiel ou não ao original que foi escrito, tentando, assim, “remontar” o sentido original do texto autógrafo. A quantidade de textos bíblicos em comparação com os demais textos de antigos escritos é surpreendente (também não possuímos o autógrafo de nenhuma das famosas obras da Antiguidade). Existem hoje 5.686 manuscritos do NT em grego (se levarmos em conta todas as cópias antigas em outras línguas, teríamos algo em torno de 14.000 cópias), enquanto a obra antiga que mais se aproxima dessa cifra é a Ilíada, de Homero, com apenas 643 cópias! Temos ainda somente 5 cópias dos escritos de Aristóteles, 10 das guerras gálicas de César e 20 do historiador romano Tácito, todas com uma margem de tempo extraordinariamente grande em relação ao original e suas cópias (a maioria com um período de 1.000 anos de diferença). Nenhum dos eruditos modernos rejeita essas cópias como não dignas ao original, a ponto de pôr em dúvida a sua credibilidade textual. Por que deveríamos duvidar da exatidão do texto do NT se temos uma quantidade esmagadora de documentos, em comparação com as demais obras literárias e com um período de tempo muito menor entre as cópias e o original (fragmentos com menos de uma geração e textos mais completos com aproximadamente 250 anos)? Um dos grandes benefícios trazidos pelas pesquisas arqueológicas na região do Mar Morto a partir de 1947 foi a descoberta do conteúdo de um manuscrito completo do livro do profeta Isaías, datado de aproximadamente 200 a.C., que possui um grau de exatidão extraordinário com a cópia do livro de Isaías mais antigo que tínhamos até então, datado de aproximadamente 900 d.C. Se, em um período de mais de 1.100 anos, não tivemos alteração substancial na cópia de um livro bíblico, não poderíamos acreditar na enorme preocupação dos escribas na transmissão desses textos? Não teríamos aqui uma grande prova de exatidão da mensagem bíblica? A crítica textual atribui à Bíblia um grau de pureza na transmissão de texto superior ao encontrado em qualquer outra extensa obra literária escrita no passado.
Falar de si mesmo é uma tarefa difícil, pois temos que fazer jus as nossas palavras com a vida. Tenho mais de 25 anos que sou crente em Jesus Cristo, e logo dediquei aos estudos Teológicos... O meu primeiro curso em Teologia foi a EETAD - Curso Básico, e depois fiz alguns Cursos de Bacharel em Teologia: Pelo SEIFA, Mundo Bíblico, SETAT, Universidade da Bíblia Etc. Depois destes cursos nunca parei de ''estudar e ser estudioso.'' Hoje sou um Pastor e passei por todas as etapas de Consagração Ministerial... Auxiliar local, Auxiliar Oficial, Diácono, Presbítero, Evangelista local, Evangelista Convencional, Pastor e Missionário etc. Atualmente me dedico a escrever, Ensinar e Pregar a palavra de Deus.
A citação do livro de Enoque na epístola de Judas provaria a inspiração dos Apócrifos (Jd 14)?
Judas, ao citar a profecia de Enoque com respeito à vinda do Senhor Jesus Cristo, não está defendendo, de forma alguma, a inspiração de qualquer literatura apócrifa, como sugerem algumas pessoas. Se a suposta citação do livro apócrifo de Enoque fosse suficiente para admitir a sua inspiração e de outras obras apócrifas, então teríamos de admitir a inspiração de algumas obras gregas pagãs mencionadas por Paulo como Cleantes, Arato (At 17.28) e Epimênides (Tt 1.12). Também não sabemos de qual fonte Judas se apropriou para mencionar essa declaração profética de Enoque (talvez uma fonte comum que citava a profecia que foi usada também pelo autor do pseudoepígrafo de Enoque, que não está a nossa disposição atualmente). É provável que alguma tradição oral tenha mantido essa profecia com o passar dos séculos, chegando até os dias apostólicos, sendo esta a origem da citação de Judas, e não o livro apócrifo de Enoque. Independentemente de qualquer especulação sobre a origem da citação, podemos seguramente crer, que, de fato, Enoque profetizou sobre a segunda vinda do Senhor, sendo esta, portanto, a profecia mais antiga sobre esse evento conhecido, não sendo suficiente para confirmar a autoridade apócrifa de nenhum escrito do gênero.
Falar de si mesmo é uma tarefa difícil, pois temos que fazer jus as nossas palavras com a vida. Tenho mais de 25 anos que sou crente em Jesus Cristo, e logo dediquei aos estudos Teológicos... O meu primeiro curso em Teologia foi a EETAD - Curso Básico, e depois fiz alguns Cursos de Bacharel em Teologia: Pelo SEIFA, Mundo Bíblico, SETAT, Universidade da Bíblia Etc. Depois destes cursos nunca parei de ''estudar e ser estudioso.'' Hoje sou um Pastor e passei por todas as etapas de Consagração Ministerial... Auxiliar local, Auxiliar Oficial, Diácono, Presbítero, Evangelista local, Evangelista Convencional, Pastor e Missionário etc. Atualmente me dedico a escrever, Ensinar e Pregar a palavra de Deus.
Por que não aceitar a canonicidade de Macabeus se o livro de Hebreus (11.35) faz alusão a ele?
Talvez a menção de pessoas que suportaram torturas e sofreram grandes afrições se refira a pessoas desconhecidas que foram exemplares em se manterem féis por meio de sua fé. Talvez o texto também esteja se referindo, de fato, a 2 Macabeus 7, o que não o faz canônico; assim como as citações de Paulo, o apóstolo, as literaturas de vários filósofos gregos também não são suficientes para confrmar a “canonicidade” desses escritos (At 17.28; 1Co 15.33; Tt 1.12).
Falar de si mesmo é uma tarefa difícil, pois temos que fazer jus as nossas palavras com a vida. Tenho mais de 25 anos que sou crente em Jesus Cristo, e logo dediquei aos estudos Teológicos... O meu primeiro curso em Teologia foi a EETAD - Curso Básico, e depois fiz alguns Cursos de Bacharel em Teologia: Pelo SEIFA, Mundo Bíblico, SETAT, Universidade da Bíblia Etc. Depois destes cursos nunca parei de ''estudar e ser estudioso.'' Hoje sou um Pastor e passei por todas as etapas de Consagração Ministerial... Auxiliar local, Auxiliar Oficial, Diácono, Presbítero, Evangelista local, Evangelista Convencional, Pastor e Missionário etc. Atualmente me dedico a escrever, Ensinar e Pregar a palavra de Deus.
segunda-feira, 3 de abril de 2023
Por que as Bíblias “evangélicas” omitem livros que não se encontram nas Bíblias católicas?
A questão não é de omissão da “Bíblia evangélica”, e sim de acréscimo à “Bíblia católica”, pois esses livros chamados apócrifos só vieram a fazer parte integrante de forma definitiva das Escrituras Sagradas cristãs a partir de 1546 no concílio de Trento. Quase 1.500 anos após o término do último livro da Bíblia, quando foram inseridos na Bíblia para combater os ensinos bíblicos defendidos pela reforma protestante iniciada no século 16. Antes, esses livros eram conhecidos pelos judeus, mas nunca o seu conteúdo foi por eles considerado de inspiração divina, e sim de conteúdo histórico e inferior aos demais textos bíblicos.
Falar de si mesmo é uma tarefa difícil, pois temos que fazer jus as nossas palavras com a vida. Tenho mais de 25 anos que sou crente em Jesus Cristo, e logo dediquei aos estudos Teológicos... O meu primeiro curso em Teologia foi a EETAD - Curso Básico, e depois fiz alguns Cursos de Bacharel em Teologia: Pelo SEIFA, Mundo Bíblico, SETAT, Universidade da Bíblia Etc. Depois destes cursos nunca parei de ''estudar e ser estudioso.'' Hoje sou um Pastor e passei por todas as etapas de Consagração Ministerial... Auxiliar local, Auxiliar Oficial, Diácono, Presbítero, Evangelista local, Evangelista Convencional, Pastor e Missionário etc. Atualmente me dedico a escrever, Ensinar e Pregar a palavra de Deus.
Por que deveríamos recusar a canonicidade dos apócrifos, se os Concílios de Hipona (393 d.C.) e Cartago (397 d.C.), que definiram até mesmo quais livros seriam canônicos e aceitos por todos os cristãos do mundo, aceitou-os?
Os concílios de Hipona e Cartago foram pequenos “concílios” locais (que deveriam ser mais bem designados pela nomenclatura de “sínodos”, uma vez que tiveram representantes apenas locais e não houve uma convocação geral de bispos), e apesar de confirmarem a autoridade do NT como o conhecemos hoje, não foram esses concílios que o canonizaram, mas apenas confirmaram os livros já aceitos pela comunidade cristã como autênticos. Nenhum estudioso hebreu qualificado esteve presente nesses “concílios”, e até mesmo Jerônimo, tradutor da Vulgata Latina, se opôs fortemente a Agostinho, que influenciou as decisões tomadas nesses concílios. Hipona e Cartago não são considerados por nenhuma das principais vertentes do cristianismo como sendo “concílios universais” (concílios cujas decisões são universalmente aceitas pelo Catolicismo Romano, Ortodoxia Grega ou Protestantismo). Os chamados livros apócrifos foram definidos, mas não como integrantes de um segundo cânon (deuterocanônicos) no mesmo nível dos demais livros bíblicos em Cartago e Hipona. A grande prova disso é que, apesar de conhecidos há séculos pela Igreja católica e por Lutero, que inclusive os introduziu em uma seção à parte, no final de sua versão da Bíblia alemã, não foram vindicados pela Igreja católica como autenticamente inspirados diante da controvérsia com o famoso reformador alemão. Somente em Trento se definiu tais livros como integrantes de um segundo cânon igualmente inspirados.
Falar de si mesmo é uma tarefa difícil, pois temos que fazer jus as nossas palavras com a vida. Tenho mais de 25 anos que sou crente em Jesus Cristo, e logo dediquei aos estudos Teológicos... O meu primeiro curso em Teologia foi a EETAD - Curso Básico, e depois fiz alguns Cursos de Bacharel em Teologia: Pelo SEIFA, Mundo Bíblico, SETAT, Universidade da Bíblia Etc. Depois destes cursos nunca parei de ''estudar e ser estudioso.'' Hoje sou um Pastor e passei por todas as etapas de Consagração Ministerial... Auxiliar local, Auxiliar Oficial, Diácono, Presbítero, Evangelista local, Evangelista Convencional, Pastor e Missionário etc. Atualmente me dedico a escrever, Ensinar e Pregar a palavra de Deus.
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