sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Nota Apologética: Apocalipse 3:14

Nota Apologética:

Apocalipse 3:14

E ao anjo da igreja de Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:

1° Argumento: As Testemunhas de Jeová defendem que Jesus foi o primeiro ser criado de Jeová, por isso Ele é chamado de "amém".

Resposta apologética: Amém é um termo em hebraico, utilizado para afirmar ou aderir a alguma coisa. Amém é uma interjeição que significa "certamente", "verdadeiramente" e "assim seja". Quando, pois se declara: Isto diz o Amém...,  indica que quem está falando é o Deus da Verdade, sendo tal declaração aplicada a Jesus. Logo, ele não pode ser parte da criação e, sim, aquele que tem autoridade sobre a própria criação que ele mesmo criou (Jo 1.1-3; 8.58,59; 10.30-33). A palavra arquiteto é derivada da palavra grega arche, mostrando que Jesus é o arquiteto de toda a criação. Deus é chamado princípio, em Ap 21.6, onde aparece a mesma palavra arche, no grego. Aplicando o raciocínio das Testemunhas de Jeová, deveríamos entender que Jeová seria  também parte da criação e não Criador?  Deus é chamado de o primeiro e o último (Is 44.6; 48.12). Jesus é chamado, também, o primeiro e o último (Ap 1.17; 2.8). Não se trata de dois primeiros e dois últimos, mas de um único Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 28.19). 

2° Argumento: Para as Testemunhas de Jeová “princípio da criação” corrobora com sua visão de que Jesus foi criado.

Refutação apologética: Princípio da criação — A palavra grega arché, traduzida por princípio em muitas traduções da Bíblia, também significa "governador", "soberano", "origem". Assim, já que diversas passagens bíblicas atestam a eternidade de Cristo, posto ser ele o criador e sustentador de todas as coisas (Colossenses 1.16, 17; Hebreus 1.3), fica evidente que entender arché como o "primeiro de uma série", nesse caso em particular, seria pedir demais. Se ele criou todas as coisas e as sustenta, o termo "origem" cai como uma luva no contexto imediato e mais amplo. É assim que o termo princípio deve ser entendido em Apocalipse 3.14. Essa é, aliás, a forma traduzida pela versão espanhola La Bíblia de Estudio "Dios Habla Hoy". É bom também lembrar que na Tradução do Novo Mundo a expressão arché é usada em relação a Jeová (Apocalipse 22.12), sendo entendida como fonte, origem, começo; embora seja evidente, pelo contexto, que arché aplica-se ao Senhor Jesus Cristo, pois Ele também é descrito assim em Colossenses 1.18. De qualquer forma, nenhum dos termos supracitados pode ser usado para defender a idéia de que Jesus seja um ser criado. 

Nota Apologética: Apocalipse 2:17

Nota Apologética:

Apocalipse 2:17

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.

Argumento: A Igreja Apostólica da Santa Vó Rosa declara que a Vó Rosa recebeu o nome Espírito Consolador, com base neste versículo (O Consolador nos Tempos do Fim. Aldo Bertoni e Odete Corrêa Coutinho. 1989. P.97,99).

Resposta apologética: Por mais que se busque apoio na Bíblia para sustentar essa fantasia, nada se encontrará que justifique o título Espírito Consolador dado à Sra. Rosa. O texto bíblico fala do vencedor que terá um novo nome que ninguém sabe, senão aquele que recebe, não se tratando apenas de uma pessoa, mas de todo o que vencer.

Nota Apologética: Apocalipse 1:18

Nota Apologética:

Apocalipse 1:18

E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.

Argumento: A Igreja Apostólica da Santa Vó Rosa atribui à Vó Rosa a mesma autoridade ao comentar sobre Ap 1.18, quando se lê que a Jesus foram dadas as chaves da morte e do inferno (O Consolador e o Tempos do Fim. Aldo Bertoni e Odete Corrêa Coutinho. 1989. P. 38-41).

Resposta apologética: Jesus é o único que tem todo o poder no céu e na terra (Mt 28.18). Deus  não dá a outro sua glória (Is 42.8).

Nota Apologética: Apocalipse 1:17


Nota Apologética:

Apocalipse 1:17

E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último;

Argumento: O Voz da Verdade declara - A Bíblia nos alerta quanto à quantidade variada de deuses. Portanto, é na própria Bíblia onde encontramos a afirmação que não há trindade.

Resposta apologética: Cremos na existência de um só Deus eternamente subsistente em três Pessoas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo (Gn 1.26 comparado com Mt 28.19). Não somos triteístas. Somos monoteístas (Is 43.10; 44.6 comparado com Ap 1.17). Outra observação importante que devemos fazer é que estranhamente este argumento utilizado pela Igreja  Voz da Verdade é o mesmo usado no islamismo. Assim como o Pr. Carlos Alberto Moysés declara várias vezes que Deus não tem sócios, sociedade ou semelhantes, Maomé no sétimo século declarava também. Ambos confundem a unidade composta de Deus, e por não entenderem a pluralidade de pessoas na unidade divina, concluem precipitadamente que se trata de uma sociedade ou sócios.

Nota Apologética: Apocalipse 1:4

Nota Apologética:

Apocalipse 1:4

João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono;

Argumento: Como o Espírito Santo pode ser sete espíritos, se ele é uma só pessoa?

Resposta apologética: De acordo com a ortodoxa doutrina da Trindade, o Espírito Santo é uma pessoa, a terceira pessoa da Divindade triúna. Jesus referiu-se ao Espírito Santo como "ele" (no singular). Mas João referiu-se aos "sete Espíritos que se acham diante do seu trono [de Deus]" (Ap 1.4), os quais são considerados, por muitos comentaristas, como sendo uma referência ao Espírito Santo. Mas como o Espírito Santo pôde ser sete espíritos? O livro de Apocalipse contém muito simbolismo, e esse é apenas um exemplo. Há simbolismo semelhante em outras porções desse tipo. Por exemplo, muitos acreditam que Apocalipse 12.3 fala de Satanás, mas ele é chamado de "dragão, grande, vermelho" com "sete cabeças, dez chifres". Nessa passagem, as sete cabeças e os dez chifres são atribuídos a uma só pessoa, a Satanás. Também, ao falar da besta que veio do mar, Apocalipse 13.1 diz que ela tem "dez chifres e sete cabeças". O número sete simboliza algo completo, como há sete dias numa semana completa. Outros símbolos são aplicados ao Espírito Santo nas Escrituras. Por exemplo, ele é mencionado como uma pomba em Marcos 1.10, é associado ao "vento" em João 3.8, e à água em João 4.14. Ele é ainda descrito como "línguas como de fogo" em Atos 2.3. Efésios 1.13 diz que somos "selados" pelo Espírito Santo, o que significa a propriedade que Deus tem sobre nós e a segurança da nossa salvação. Muitos estudiosos da Bíblia acreditam que a natureza sétupla do Espírito Santo pode derivar da referência em Isaías 11.2, onde ele é chamado de "Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor" - sete características diferentes de um só e mesmo Espírito.